----Drums, Radio, Technology....

sábado, 22 de maio de 2010

Semana dividida...



Foi uma semana dividida entre sucessivas audições do novo álbum "High Violet" dos The National e o antigo trabalho "An End Has a Start" da banda britânica Editors. Este ultimo "saltou", no inicio da semana, da minha prateleira de CDs, exclusivamente para satisfazer o desejo de voltar a ouvir algumas musicas deste fantástico álbum, mas acabou por ficar durante toda a semana no leitor.
Em relação às duas musicas que deixo neste post, "Escape the Nest" dos Editors e "Bloodbuzz Ohio" dos The National, chamo à atenção para os fantásticos sons de guitarra da primeira, ao magnifico ritmo de bateria na segunda... e claro às excelentes vozes dos dois vocalistas nas duas! 

domingo, 9 de maio de 2010

The National




Com o álbum "High Violet" prestes a sair - dia 11 deste mês, segundo a página do MySpace da banda - deixo aqui uma recordação pertencente ao álbum anterior "Boxer" de 2007. Mistaken for Strangers é a segunda faixa deste trabalho da banda norte-americana formada em Cincinnati, Ohio e deu origem a um single com o mesmo nome.

Este post não pode terminar sem uma pequena referencia ao baterista desta banda, Bryan Devendorf, que com a sua imaginação e criatividade na elaboração de ritmos, é sem duvida uma peça muito importante para o sucesso desta banda. Fica prometido para mais tarde um post sobre este senhor! :) 
 

domingo, 25 de abril de 2010

Emmanuelle Caplette


É comum ouvir-se dizer que a bateria é um instrumento musical essencialmente para os homens. Os argumentos, invariavelmente, referem-se às necessidades físicas exigidas pelo instrumento para a sua execução. Na minha opinião esses argumentos são ridículos!

Quando se estuda e toca bateria, apercebemos-nos que existe uma diferença entre "força" e "técnica". Por exemplo - a postura errada em frente ao instrumento ou a incorrecta posição das baquetas na mão podem provocar cansaço ou fadiga - estes e outros pormenores, quando corrigidos utilizando as técnicas adequadas, diminuem, em muito, o esforço físico exigido, tornando muito mais fácil a execução de qualquer trecho musical.

São muitas as bateristas conhecidas pelos seus excelentes desempenhos; Meg White da banda White Stripes, Cindy Blackman que toca com Lenny Kravitz, Caroline Corr dos The Corrs e muitas mais, que mostram que a arte de tocar bem bateria, não é exclusiva ao sexo masculino.

Para este post, dedicado às mulheres bateristas, decidi colocar um vídeo de Emmanuelle Caplette, uma executante natural do Canadá, que me fascina pelas suas capacidades técnicas, que fazem parecer fácil o que na verdade é bem difícil de executar.

domingo, 18 de abril de 2010

Spain - I'm Still Free


Durante o ano de 2005 o álbum "She Haunts My Dreams" tocou repetidamente no leitor do meu carro. São várias as musicas deste álbum que na altura se adaptavam, que nem uma luva, ao meu estado de espírito e levavam-me a ouvi-las vezes sem conta.
A musica dos Spain, a meu ver, é extraordinariamente melodiosa com ritmos muito serenos, tornando-se óptima para ouvir quando se pretende estar calmo e sossegado.
A serenidade dos ritmos desta banda é de tal modo conhecida entre os seus ouvintes que à uns meses atrás um amigo do meu irmão, que também toca bateria, dizia ao ser acordado pela manhã ainda com pouca genica de ir tocar para o estúdio - Eu hoje só toco Spain!
Pois bem. Aqui fica o vídeo do mais recente single "I'm Still Free", enquanto se aguarda tranquilamente por mais um álbum, certamente tranquilo, desta excelente banda Norte Americana.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Mais um improviso...




No estúdio, o que dá realmente gozo é o improviso!
Aqui vai mais um...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Nova configuração...



Mudei a configuração da minha bateria!
A SPD-20 ficou mais para a direita e o prato de ritmo mais encostado ao segundo crash.
Assim todos os oito pads da SPD ficaram mais acessíveis e o Tom 3 "timbalão de chão" mais exposto. Futuramente, se tudo correr bem, faço intenções de trocar esse Tom - actualmente um pad de borracha - por um de Mesh, possivelmente o PDX-8 que está na posição da tarola.
Terei então que comprar um novo pad para ocupar o lugar da tarola - que será um óptimo passo para melhorar as características da minha bateria.
Desde finais de Novembro do ano passado, que surgiu-me a ideia de fazer upgrade da tarola, adquirindo o PD-105BK. Trata-se de um pad Mesh de 10 polegadas, de alta qualidade, com a ultima tecnologia "dual-triggering", que embora não sendo o topo de gama, aparece nos kits mais caros da Roland.
A compra desta peça seria um salto muito qualitativo para a minha bateria!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Roland Octapad SPD-30



Mais um produto apetitoso da marca nipónica Roland!
Pode-se considerar este Octapad SPD-30, como o sucessor do muito aclamado Total Percussion Pad SPD-20, ou mais concretamente, a continuação da aposta da Roland na vertente das baterias compactas com oito pads de borracha. A marca avançou inicialmente com o modelo PAD-8, evoluindo depois para o PAD-80 (Octapad II) e mais tarde para a série SPD, com os modelos SPD-8, SPD-11 e SPD-20 - estes já com sons internos. Relembro que tanto o PAD-8 como o PAD-80 eram apenas controladores MIDI - notem que não me referi ao recente modulo SPD-S, em virtude de este ter apenas 6 pads de borracha!

O Octapad SPD-30 tem 670 sons, não só de percussão e bateria mas também sons de guitarra baixo e sintetizadores. Tal como no SPD-20, também é possível adicionar mais pads, obtendo-se um kit mais completo, com prato de choque, bombo, toms...
Mas a novidade principal deste modelo, é a possibilidade de construção de frases em tempo real e da utilização das mesmas em loop - podendo depois, sobre essas frases, aplicar efeitos, equalização ou processamento de ambiente.
A Roland também faz referencia a uma nova tecnologia aplicada nos pads de borracha deste Octapad, que os tornam ultra-sensíveis e aumenta o isolamento entre eles para que não ocorra "disparos" acidentais.

Em resumo, parece-me que a Roland decidiu mandar para o mercado algo intermédio entre o modelo SPD-20 e o SPD-S. Uma bateria compacta com muitos sons, muitos kits e ao mesmo tempo com novas ferramentas para criar ritmos, aplicar-lhes efeitos e tocar sobre eles. Só se espera que o preço desta, seja bem mais simpático do que o preço da SPD-S!!!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Teclado M-Audio Oxygen 8 v2



Em Novembro do ano passado, altura em que comecei a trabalhar no clip "New Directions", o meu entusiasmo pelo software Ableton Live chegou a tomar tais proporções que acabei por não resistir à compra de um pequeno teclado Midi, para beneficiar das funcionalidades de sintetizador de som do programa.
Como o meu horário de trabalho tem tornado impossível a ida à minha loja favorita de musica, na Povoa de S. Adrião, a compra do teclado foi feita em Alfragide, numa loja, que cada vez que lá vou, fico mais decepcionado com a mesma.
Entrei na loja sem qualquer ideia concreta sobre o teclado a comprar. Apenas tinha como condições; ser barato e pequeno - visto que as dimensões da minha carteira e do meu escritório, também são bastante reduzidas!
Ao contrario do que o empregado me disse, após questionado sobre teclados Midi, até achei que eles tinham bastante escolha. Havia material desde o barato ao caro, e as dimensões estavam na relação directa com o preço.
A oferta de uma versão do Ableton Live nos teclados da M-Audio acabou por ser determinante na escolha da marca. E o facto do modelo mais barato da M-Audio ser pequeno e ter um preço convidativo, arrumou por completo a questão! Comprei o Oxygen 8 v2 da M-Audio.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

New Directions


Clip de áudio gravado no dia 27 de Novembro de 2009

TD-3KW: Kit utilizado 9, snare 2, 7
Teclado M-Audio Oxygen 8 v2
Software de Gravação: Adobe Audition, Ableton Live
Sample File: Producer Essentials - Loopmasters
File: mp3 256Kbit/s
Tempo: 173 segundos

Sem duvida o clip de áudio que me deu mais trabalho até agora! Não em termos de dificuldade de execução das partes de bateria, mas no facto de ter utilizado pela primeira vez recursos de produção musical que até agora nunca tinha usado!
Pela primeira vez utilizei sons produzidos por um programa sintetizador ligado a um teclado Midi da M-Audio. Usei também um ficheiro "Sample" retirado de uma compilação da Loopmasters, que trabalhei no Adobe Audition de forma a criar um loop para a primeira e ultima parte da musica. E por fim "quase" toda a edição e mistura foi feita num programa, que já fiz referencia num post anterior, chamado Ableton. - Escrevi "quase" porque algumas coisas acabei por fazer no Adobe Audition, onde estou mais à vontade a mexer.

New Direction é composto por um Intro e 3 partes. O Intro foi basicamente feito enquanto testava o funcionamento do teclado, recém adquirido, da M-Audio.
A primeira e terceira parte é constituída por uma linha de bateria em simultâneo com algo que eu criei a partir de um Sample da Loopmasters.
A segunda parte, talvez a mais complicada, foi feita "quase à mão", utilizando o teclado da M-Audio e as capacidades de edição Midi do software Ableton Live, juntamente com a minha TD-3KW.

Quero agradecer à minha amiga Carla Comini, o facto de ter aceite o desafio de juntar a sua voz a este clip de áudio. Tks Carla :)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Simplicidades...



Tal como em muitas situações da vida, em que o que era interessante antes, agora já não é mas poderá voltar a ser, também na musica, ciclicamente, coisas se repetem. Uma dela, a meu ver, é o nível complexidade, não só das bandas como dos trabalhos por elas executadas.
Numa era em que os avanços tecnológicos são por demais evidentes em todos os campos, inclusive na musica, onde é possível através de maquinas e meios informáticos conceber um álbum completo sem tocar um único instrumento, surgem grupos que com um numero escasso de elementos, voltam a fazer musica simples mas extraordinariamente original e criativa.
Até mesmo a maneira como os bateristas se apresentam nestas bandas, voltou a ser simples, sem baterias complexas a abarrotar de toms e pratos de toda a espécie! A forma destes tocarem voltou a ser mais imaginativa em detrimento da exibição, que com constantes breaks, abafavam o resto dos instrumentos. Ao invés, procura-se um melhor equilíbrio entre os músicos, com a bateria a ser parte integrante e não figura de destaque.
São várias as bandas que actualmente praticam esta forma "simplista" de fazer musica; dou como exemplo os The National, Blonde Redhead e os Yeah Yeah Yeahs dos quais ponho aqui um vídeo.
- Atenção! Não confundir "simplista" com falta de talento ou de técnica! Pois nada disso falta a Brian Chase!